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É uma cirurgia que se destina a retirar determinada quantidade de pele e de gordura do abdome.

Favorece a perda de peso, todavia, não é a quantidade de gramas retirados que definirá o resultado estético final mas, sim, a manutenção da proporcionalidade e da harmonia do corpo como um todo. Paradoxalmente, os abdomes que apresentam os melhores resultados são aqueles onde se fazem as menores retiradas, como os casos de flacidez pós-parto, com predominância de pele sobre pequena quantidade de gordura localizada.

Contudo, nos casos onde o peso do(a) paciente se apresente acima do normal, bons resultados também poderão ser atingidos, em especial se associados a tratamento clínico ou fisioterápico para aquelas outras partes do corpo que também apresentem excesso de gordura, pois a beleza é sempre representada pela harmonia havida entre todas as partes do corpo.

Geralmente emprega-se a anestesia peridural com sedação. Em casos especiais poderá ser utilizada a geral.
O tempo de duração do ato cirúrgico, em média, é de 3 horas e o período de internação de 1 a 2 dias, numa evolução normal.

Até ser atingido o resultado ideal, diversas fases ocorrerão e são características desse tipo de intervenção. A saber:

CICATRIZAÇÃO:

até o 30º dia o corte apresenta bom aspecto, podendo ocorrer discreta reação aos pontos ou ao curativo. Do 30º dia ao 12º mês haverá um espessamento natural da cicatriz e mudança nas tonalidades de sua cor, podendo passar de vermelho ao marrom, para em seguida começar a clarear. Por ser o período menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa aos (às) pacientes. Todavia ele é temporário e varia de paciente a paciente.

SENSIBILIDADE:

nos primeiros meses é normal que o abdome apresente uma insensibilidade relativa, além de estar sujeito a períodos de edema (inchaço), o que regredirá espontaneamente.

FORMA:

o abdome pode apresentar, nessa fase, um aspecto esticado ou plano. Com o decorrer do tempo, e o auxílio dos exercícios para modelagem, o resultado definitivo será gradativamente atingido. Quanto ao umbigo, é aproveitado o do(a) próprio(a) paciente, que é transplantado e se necessário remodelado. Portanto, ao redor dele, haverá, também, uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução descrita no item 4.1.

A dermolipectomia nem sempre corrige aquele excesso de gordura que algumas pessoas têm sobre a região do estômago. Isto não depende do cirurgião, mas sim do tipo físico do(a) paciente, pois se o tronco (conjunto de tórax e abdome) for do tipo curto, dificilmente poderá ser corrigido, enquanto que o tipo longo já se mostra mais favorável. Há que levar em conta, ainda, a espessura do panículo adiposo (camada de gordura) que reveste o corpo do(a) paciente.

A cicatriz resultante de uma dermolipectomia localiza-se horizontalmente, logo acima da implantação dos pêlos pubianos, prolongando-se lateralmente em maior ou menor extensão, na dependência do volume do abdome a ser corrigido. A cicatriz é planejada para ficar oculta sob os trajes de banho, havendo casos em que até uma tanga poderá ser usada, portanto, o tipo de maillot ou biquini a ser usado estará na dependência do seu próprio manequim, já que o cirurgião apenas aprimora a sua forma pessoal pré-existente.

Utilizam-se cintas elásticas especiais, que são trocadas a cada 4 dias, quando no pós-operatório recente. Abaixo dessa cinta haverá uma camada de algodão para acolchoar e proteger a região operada. Decorridos alguns dias, o (a) próprio(a) paciente faz a troca da cinta, no momento do banho. A retirada dos pontos: em média, do 10º ao 15º dia. O banho completo geralmente após decorridos 5 dias da cirurgia.

A dermolipectomia não impede que a paciente venha a ter filhos, todavia é o seu médico ginecologista que a informará sobre a conveniência ou não de uma nova gravidez. Quanto à parte estética, o ideal é que os filhos tenham sido programados para antes da dermolipectomia. Em não sendo isso possível, e advindo uma nova gravidez, uma maneira de preservar o bom resultado obtido é controlar o peso adequadamente durante a nova gestação.